O Palmeiras enviou um pedido à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) buscando preservar os direitos de sua torcida diante da proposta de torcida única no jogo contra o Cruzeiro, válido pela penúltima rodada do Brasileirão.
O clube, representado pela presidente Leila Pereira, sugere que, caso o governo de Minas Gerais não possa assegurar a segurança dos torcedores palmeirenses, a partida seja realocada para outra cidade em outro estado.
A necessidade de torcida única surgiu após um conflito entre torcidas organizadas dos dois times no final de outubro, em Mairiporã (SP), que resultou em fatalidades e feridos. O vice-governador Mateus Simões propôs a medida, ameaçando judicializar caso não seja atendido.
O Palmeiras argumenta que o incidente ocorreu fora do contexto esportivo e não deve interferir na presença de torcedores. Ressalta ainda que recepcionou o Cruzeiro sem restrições no Allianz Parque durante o primeiro turno.
O clube enfatiza a importância da isonomia e sua posição contrária à violência das torcidas organizadas, destacando conflitos prévios com a Mancha Alviverde. O jogo no Mineirão é crucial para as ambições do Palmeiras no campeonato, estando próximo da liderança.
A CBF ainda não emitiu posicionamento, mas a discussão ressalta os desafios de segurança nos eventos esportivos e a necessidade de equidade entre os clubes.